Conjuntivite: todo cuidado é pouco

Vida Universitária
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Evite aglomerações, mantenha as mãos limpas e não coce os olhos! Em tempo de surto de conjuntivite, todo cuidado é pouco.

Afinal, há ou não surto de conjuntivite em Belo Horizonte?

Segundo dados oficiais da Secretaria Municipal de Saúde, a quantidade de casos informados pelos profissionais da rede SUS-BH comprova que há um surto espalhado por toda a cidade, porque a procura por atendimento tem sido bem maior do que o usual. Desde o início deste ano, a vigilância epidemiológica já registrou 2.497 casos diagnosticados como conjuntivite nas Regionais do Barreiro, Centro-sul, Leste, Nordeste, Norte, Oeste, Pampulha e Venda Nova. No entanto, a extensão da contaminação já configura uma epidemia que pode ser bem mais ampla, pois a notificação da doença não é obrigatória.

Segundo a equipe do Centro de Informações Estratégicas da Secretaria Municipal de Saúde, um surto é identificado quando, para um caso específico de doença,  há aumento da procura pelos serviços de saúde da rede SUS-BH.  O retorno da doença em 2018 é uma novidade, pois no ano de 2017 não houve notificação de surto de conjuntivite e no ano de 2016 foram registrados apenas três surtos, num total de 27 casos.

De acordo com o Dr. Carlos Eduardo Messinger Salomão, 31 anos, médico residente em Oftalmologia na Santa Casa de Belo Horizonte, a ocorrência de surto de conjuntivite no verão é atípico pois é no inverno que as pessoas ficam mais próximas, em ambientes fechados, facilitando um contato físico mais próximo e consequente transmissão do vírus. No entanto, além de Belo Horizonte, várias cidades do interior de Minas Gerais também apresentam surtos de conjuntivite neste verão, tanto que o próprio Governo do Estado já emitiu notas orientando sobre o tratamento e indicando o atendimento na rede SUS.

Para melhor explicar o que é conjuntivite, entrevistamos o Dr. Carlos Eduardo. 

 

Conjuntivite – uma inflamação altamente transmissível

Segundo o Dr. Carlos Salomão, a conjuntivite viral se espalha muito rápido, tanto entre os membros da família quanto no local de trabalho. Se há alguém com sintomas de conjuntivite em um ambiente, a  transmissão pode ser por contato físico, como um aperto de mão, e também pelo fato de as pessoas compartilharem os mesmos objetos e depois levarem a mão aos olhos. Os sintomas mais característicos de conjuntivite são: prurido nos olhos, excesso de secreção e aparecimento de uma ptose ou edema de pálpebra, quando esta se apresenta caída, inchada e avermelhada.

É aconselhável estar bem atento pois a conjuntivite pode começar com uma leve coceira e algum inchaço. Foi  o caso de Ingred Camini, moradora de Belo Horizonte, de 20 anos, que nos conta como descobriu que estava com conjuntivite e de que forma está se tratando.  Ouça o áudio:

Arquivo Pessoal

Fases da conjuntivite de Ingred Camini

 

Equipe responsável pela reportagem: Bruna Lima, Catherina Dias, João Eduardo Santana, Juliana Corrêa, Lizandra Andrade, Pietra Pessoa, Pollyana Gradisse, Silvania Capanema e Vitória Marques.

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