Jornalismo em rede

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Em entrevista ao Conecta, o jornalista do Jornal Hoje Em Dia Guilherme Guimarães falou sobre as transformações por que passam a comunicação e o jornalismo em tempos de internet, especialmente as mudanças no contexto das redes sociais. Saiba mais sobre o que pensa o jornalista sobre o chamado jornalismo em rede.

Diego Tadeu, Ivan Duarte, Pedro Paiva, Renato Júnior, Rian Matos - 3° período

Conecta: Quais as principais mudanças em tempos de rede?
Guilherme Guimarães: Vamos começar a fazer uma contextualização. O jornalismo brasileiro passa por um momento de muitas mudanças, justamente pelas novas mídias, o surgimento das novas mídias. As redes sociais impulsionaram e mudaram, fizeram com que o jornalismo buscasse mudanças substanciais para sobreviver. Eu digo que quem trabalhar com o velho jornalismo não consegue mais trabalhar pelo fato do dinamismo pelo qual a profissão passa. A internet entra forte como umas das ferramentas que fez com que a profissão desenvolva consideravelmente no quesito do imediatismo. Antes, a pessoa tinha que esperar o outro dia para saber o que estava acontecendo. Hoje se aconteceu algo no Paquistão, na Índia, China, em questão de horas ou minutos, ou nem isso, já estamos sabendo!

Conecta: Hoje está mais fácil buscar a informação?
Guimarães: O jornalismo era algo de mão única, hoje a interatividade é um dos quesitos essenciais do jornalismo. Eu posto algo na rede social, em questão de segundos já tem alguém me respondendo. Ou ela concorda ou discorda e continua produzindo conteúdo!

Conecta: Como muda a divulgação das empresas em relação ao jornal?
Guimarães: 
Muitas empresas deixaram de investir no mercado editorial, no mercado da comunicação e começaram a investir nesses influenciadores digitais.

Conecta: Quais as principais mudanças no jornalismo?
Guimarães: O jornalismo sempre seguiu um dos fundamentos da comunicação de massa, que era o produtor de conteúdo, ou seja, produzia o conteúdo, mas aquela pessoa que recebia a informação não conseguia dar uma resposta, sendo assim era um meio de comunicação de mão única. Já nos dias atuais, a interatividade é um dos quesitos que fazem total diferença para o jornalismo. Eu posto algo na rede social e em questões de segundos uma pessoa vê aquilo, replica, concorda ou discorda e assim continua produzindo conteúdo, ao mesmo tempo em que o próprio jornalista.

As redes sociais fizeram com que o jornalismo buscasse essa mutação e também potencializaram o surgimento dos ditos influenciadores digitais nos dias de hoje, que podem ser jornalistas em determinados momentos já em outros não, artistas, jogadores, entre outros acabam entrando nesse mundo de ser alguém influente.

Conecta: De que forma você enxerga que o Jornalismo pode se reinventar ?
Guimarães: O Jornalismo tenta se reerguer e buscar uma nova identidade justamente pela entrada desses novos "influenciadores digitais". O jornalista vive uma fase em que tem de reaprender a fazer o jornalismo, conhecer uma nova metodologia de se fazer comunicação, obviamente dentro dos padrões éticos que nunca deixaram de existir. Mas também passa por um período de turbulência, pois quanto mais pessoas produzem conteúdo sobre vários assuntos, principalmente a política, opiniões e postagens na internet ultrapassam às vezes a linha entre o que é ético e o que não é, e entre o que é moral ou amoral.

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