Galpão completa 35 anos

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Em 2017 o Grupo Galpão chegou à fase adulta e em comemoração aos 35 anos de fundação, iniciou, em junho deste ano, uma temporada de espetáculos pelo Brasil afora. A capital  mineira foi o ponto de partida. Durante o mês de agosto, a turnê passou pelo Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba. Neste mês de outubro, o grupo volta a se apresentar no Sudeste com espetáculos em São Paulo e, para finalizar, Brasília.

Considerada uma das mais importantes companhias do cenário teatral brasileiro, com sede em Belo Horizonte, o Grupo Galpão carrega, em sua bagagem, centenas de histórias para contar. Seu histórico conta 48 festivais internacionais, em mais de 18 países visitados; cerca de 2.900 apresentações, em mais de 260 cidades; 23 espetáculos e mais de 100 prêmios nacionais. O último, “Nós”, recebeu três prêmios até agora: Melhores do Ano (Espetáculo), 6º Prêmio Questão de Crítica (Direção – Atriz) e Prêmio Aplauso Brasil (Trilha Sonora – Melhor Elenco).

Eduardo Moreira, um dos fundadores e atores do Grupo Galpão, nos contou sobre quais as perspectivas para os próximos 35 anos do Galpão. Foto: Reprodução / Grupo GalpãoLevando a arte de forma gratuita a milhares de pessoas, de diferentes classes sociais e faixas etárias, um de seus legados é propagar a cultura. Porém, o que podemos esperar dos próximos 35 anos? Convidamos o fundador diretor e ator, Eduardo Moreira, para sanar essas questões.

Conecta: Visto que atualmente vem se intensificando as manifestações contra a liberdade artística, quais são as perceptivas do grupo, quanto ao teatro de rua, para 2018/2019?
Moreira: O grupo continua com seus espetáculos de teatro de rua ‘Os gigantes da montanha’, ‘Till’ e ‘De tempo somos’. Além disso, estamos preparando uma nova montagem, com direção do Marcio Abreu, que deve ter algum tipo de intervenção que contemple também a rua. As nossas conversas apontam para a adaptação de um texto contemporâneo de teatro.

Conecta: Haverá uma renovação do casting de diretores e atores?
Moreira: O Galpão não é um grupo que faz casting. É um grupo de atores que trabalham juntos há mais de 23 anos nessa formação atual. Acho que por enquanto, não haverá mudanças de rumo.

Conecta: O que fazer para que jovens artistas se interessem pelo teatro de rua?
Moreira: Jovens atores precisam experimentar e buscar experiências as mais diversas possíveis. O teatro de rua é uma experiência única no sentido de que ele nos coloca numa situação extrema de "catástrofe iminente" (a expressão é de Antonin Artaud). Acho que quando o Galpão apresenta seus espetáculos e ministra suas oficinas está agindo concretamente para que as pessoas se interessem mais pelo teatro de rua, o nosso contato com jovens artistas se dá principalmente pela apresentação de nossos espetáculo, encontros e oficinas. Existe também o espaço do Galpão Cine Horto que oferece cursos, espetáculos e encontros.

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