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Descobrir minha beleza foi uma das maiores dificuldades na vida. Desde pequena, sempre me notei extremamente envolvida emocionalmente com as pessoas. Eu me perdia nas críticas de outras crianças e me devastei com as desilusões amorosas. Colecionei, acerca de mim mesma, pensamentos rudes e me dispus a acreditar em cada um deles. Com o tempo, mesmo que falassem o contrário, eu me via inferior.

Terceirizamos a nossa memória. Quer ligar para alguém? É só dar um comando no celular. Precisa se lembrar de uma data? Basta uma pesquisa no google. A tecnologia mudou nossa relação com as informações. Não precisamos mais "saber de cor". Entramos no século XXI cheios de lembranças de acontecimentos que jamais presenciamos. Algumas imagens estão em nossa mente, mesmo que ainda não tivéssemos nascido quando elas foram registradas. No último século, ganhamos uma memória artificial, eletrônica, um HD externo.

O Manual do Espaço Público resultou do Trabalho de Conclusão de Curso de Patrícia Coiffi. A proposta é fazer uma análise crítica da evolução, dos desdobramentos e dos potenciais desse espaço, além de oferecer ferramentas que estimulem a criação de outros espaços públicos, bem como a apropriação cidadã dos existentes.

Eu era uma setelagoana, acostumada com poucos carros e poucas pessoas atravessando as ruas. Foi quando comecei a ir e vir de Sete Lagoas para BH todos os dias, que avistei um fluxo tão louco e intenso, que não gostei nem um pouco. Nos primeiros meses era um susto não enxergar a linha de pedestre, porque havia tantas pessoas atravessando que a mesma sumia. Até que o olhar cotidiano começou a acostumar, mas não amava ainda.