Fred, o artilheiro

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‘Hat-trick’, fãs de futebol que escutam esse termo logo pensam em um nome: Cristiano Ronaldo. O português já atingiu esse feito - três ou mais gols em uma partida - 52 duas vezes durante a carreira. Mas quem viveu no dia 10 de abril, “uma noite de CR7”, como Cristiano é chamado, foi o atacante Fred, ou melhor, o Rei dos Stories, como é conhecido pela fama que faz na ferramenta de fotos rápidas do Instagram.

Na partida contra o Huracán, Fred anotou o seu sétimo ‘hat-trick’ com a camisa do Cruzeiro, e de quebra atingiu a marca de 17 gols feitos em Copas Libertadores, se igualando a ninguém mais, ninguém menos, que Pelé, o Rei do Futebol.

O 9 do Cruzeiro vive hoje a sua melhor fase com a camisa celeste desde o seu retorno à Toca da Raposa II, no início de 2018. Ano que o jogador viveu, o que ele mesmo chama, de momento mais difícil da carreira, já que sofreu uma lesão no ligamento cruzado do joelho direito, contra o Tupi, na semifinal do Campeonato Mineiro, e ficou fora dos gramados por mais de seis meses. Mas, como muitos dizem por aí que tudo passa, a fase problemática também passou. Neste ano, Fred já atuou 17 vezes pelo Cruzeiro, marcou 16 gols - 12  no mineiro e outros quatro pela Copa Libertadores Você pode até não gostar do jogador, ou não conseguir assumir que o queria no seu time, mas deve, no mínimo, respeitar a história que esse grande centroavante tem com o futebol. Os dois se completam e falam o mesmo linguajar.

Depois da Copa do Mundo de 2014, Fred foi muito criticado e recebeu adjetivos como ‘cone’, principalmente depois da Seleção Brasileira ser atropelada pela Alemanha. O atacante não representa, nem de longe, o que foi essa goleada sofrida. Tudo bem que ele não esteve em sua melhor performance, foi péssima sua participação, mas atribuir a ele toda a culpa de um coletivo que não funcionou em nenhum momento, não é justo. Para muitos, a carreira do artilheiro estava acabada após o mundial. Um mero e estúpido equívoco. No auge dos seus 35 anos, foi dentro de casa, em Minas, no Cruzeiro, time que o projetou para o mundo, que Fred voltou a “balançar o coração da gente” como canta o torcedor da raposa em cada gol anotado, em uma música feita para o atacante.  

Fred chegou ao Cruzeiro para sua primeira passagem em 2004, fez 71 jogos e marcou 53 vezes, até seguir em 2005 para o Lyon, da França. Os números falam por si só, ninguém tem que contestar, Fred virou ídolo contemporâneo do clube. Da França, para o Rio de Janeiro, o atacante volta ao Brasil após quatro anos para atuar pelo Fluminense. Resultado? Gols e idolatria, como é preenchida a sua carreira. O que o torcedor cruzeirense não esperava, depois de tanto ter pedido a volta do atacante, é que ele fosse parar no Galo, maior rival do Cruzeiro.

Comentários negativos, idolatria manchada, e chamado de mercenário, acabava aqui a bonita história de Fred com o Cruzeiro, não é? Não! Errado! Ele retornou, e busca provar o seu valor da forma que sabe fazer de melhor: com gols. Se um dia será considerado ídolo de novo, só o tempo dirá. Mas o torcedor do cruzeiro pode apostar, que a cara de Fred que ele mais vai ver é a do jogador que vibra com bola nas redes. Centroavante que decide jogos. Jogador que traz vitórias e dá alegrias.