Cultura da pornografia

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A exposição social à pornografia é crescente. Tanto na população brasileira, quanto nos outros países, o vício e as consequentes mudanças comportamentais causadas pelo consumo pornográfico têm causado problemas sociais nas esferas pública e privada.

Segundo matéria "Como a exposição à pornografia estimula o sexismo, segundo pesquisadores", publicada no site da BBC Brasil, em 4 de agosto, “a idade em que um homem vê pornografia pela primeira vez está associada a determinadas atitudes sexistas no decorrer da vida, afirma uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos”.

A mídia frequentemente exibe produtos que dão visibilidade à relação sexual com elementos claros de impessoalidade. Primeiramente, os personagens não têm nome, não procuram conhecer o parceiro, é apenas uma busca pelo prazer e erotismo em uma relação individualista e hedonista. Em seguida, não há sentimentos entre os protagonistas. Qual o problema disso? Simples. Seres humanos possuem emoções e necessidades afetivas. A ausência de compromisso, ou seja, a continuação do relacionamento segue uma visão do sexo baseada só na conexão física, consequentemente, pode provocar frustração em relação à realidade sexual.

Além disso, é comprovada a mudança química corporal decorrente do vício. A Associação Médica Americana Psychiatry afirmou em  matéria do site G1 em 29/05/2014: “Encontramos um importante vínculo negativo entre o ato de ver pornografia por várias horas à semana e o volume de substância cinzenta no lobo direito do cérebro (...) Estes efeitos poderiam incluir mudanças na plasticidade neuronal, resultantes de intensa estimulação do centro do prazer”.

Atingindo homens e mulheres de idades diversificadas, o conteúdo não conta somente com entretenimento sexual egocentrista, mas propaga crimes, como abuso infantil e estupro. Nesse sentido, a exposição à pornografia tem acentuado a coisificação do ser humano, quando pessoas são vistas como meros objetos de prazer. Considerando-se a importância do ser humano como totalidade física e emocional, o homem não deve ser tratado de forma impessoal, o que seria um reducionismo, ou distanciamento da mutualidade afetiva e responsabilidade emocional.