GUERRA NA SÍRIA E ISIS – O MUNDO EM ERUPÇÃO

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A imagem de uma criança vítima de uma explosão na cidade de Aleppo retrata bem a situação de caos que o país tem enfrentado desde 2007. Ao passar as mãos em sua cabeça e ver o sangue verter, ela não chora. Simplesmente para e olha. Coberta de terra de escombros e sentada no corredor de um hospital, não tem parentes ou família a acompanhando. Tanta tristeza e desolação tem um sentido visível?

Tudo começou em numa Síria até então pacata e tranquila, governada por Bashar al-Assad. Grupos foram às ruas protestar contra o presidente ditador, que recebeu o cargo de seu pai. Em protestos pacíficos, a população exigiu reformas e foi brutalmente reprimida pelos exércitos do governo. Em plena “Primavera Árabe”, as repressões começaram a gerar um efeito reverso na Síria. Grupos começaram a se organizar e se armar contra o presidente, que manteve sua postura repressiva. A partir daí a história começou a tomar contornos trágicos e devastadores.

Imaginemos um país menor do que o estado do Paraná com centenas de grupos lutando por coisas diferentes em uma única guerra. Religião, política, questões sociais. Tudo isso regado à muito sangue e sofrimento. Esta é a Guerra da Síria, que está prestes a completar dez anos. Há uma solução? Como conseguir a paz e a trégua numa terra onde tantos querem tantas coisas diferentes?

Talvez a maior tragédia desta guerra seja o ISIS, mais conhecido como “Estado Islâmico”. Grupo formado por terroristas fanático-religiosos que desejam implementar a força o islamismo pelo mundo. Com bombas, guerras e aliciamento de crianças, os homens do ISIS têm levado o terror não somente pela Síria, mas por vários países da Ásia. Países da Europa também já sentiram a força destes homens que não se importam com suas vidas, nem com as dos outros. A intervenção da Rússia e Estados Unidos na Guerra tem sido notável, agravando ainda mais a crise internacional que já é apontada por alguns estudiosos como um prenúncio para outras guerras.

Além da economia completamente fracassada e arruinada, a Síria agora assiste passiva à massa de refugiados que saem aos milhares tentando fugir da malfadada guerra. Países da Europa e até mesmo da América Central são os destinos mais procurados pelos refugiados, que desejam fugir da Guerra que se instalou no País. Belo Horizonte recebeu um grupo de refugiados, trazidos com o apoio da Igreja Católica. Com o desejo de ajudar, as famílias hoje estão bem instaladas e trabalhando. A saudade do país de origem é grande, mas a garantia de se manter vivo é maior.

Missões humanitárias e grupos religiosos insistem em permanecer na Síria para ajudar àqueles que não quiseram ou não conseguiram sair. Não há um fim próximo, e pelo contrário, as armas químicas agora são o novo trunfo utilizado na disputa. Sem um consenso, ainda assistiremos a muitas crianças mortas nas praias e soterradas em escombros, famílias destruídas e povos exilados. Tristeza para o homem, que se diz “humano”, mas que não reconhece na outra sua própria imagem.