A juventude narcisista: vaidade e globalização

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Geração Millenium ou Y é o nome que classifica aqueles que nasceram após os anos 80 e meados dos 90, os primeiros a viverem em um mundo globalizado e permeado pelos estímulos da Internet. São também os pioneiros nas redes sociais.

Cerca de 1,6 bilhão de pessoas, quase 20% da população mundial, publicam e utilizam mensalmente o Facebook, uma plataforma de divulgação de fotos, ideias e notícias. Os dados exorbitantes são de fácil acesso, disponíveis na rede fundada por Mark Zuckerberg. Assim como este programa, temos o famoso Instagram (veículo de compartilhamento de fotos) e o Whatsapp (recurso de comunicação rápida por mensagens através da Internet). Independente da mídia social utilizada, há algo que une uma geração especifica e o comportamento vaidoso dos internautas: a variedade de jovens expondo suas vidas “ostentosas” e incapazes de se direcionar profissionalmente, buscando uma identidade na visão ilusória de sucesso, o que demonstra uma imaturidade emocional e extremamente auto centrada.

O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella afirma em seu livro “Por que fazemos o que fazemos?”: "Parte da nova geração chega nas empresas mal-educada. Ela não chega mal escolarizada, chega mal-educada. Não tem noção de hierarquia, de metas e prazos e acha que você é o pai dela". Uma acusação séria e perfeitamente aguçada. A enorme possibilidade de escolher dada à geração Millenium pela globalização, pelos avanços tecnológicos e pela educação causou um efeito contrário. Ao invés de gerar jovens determinados e estudiosos, temos falta de foco, egoísmo, preguiça e pessoas que se dizem “com direito a tudo”.

Esse comportamento espelha-se nos relacionamentos dos juvenis. A falta de responsabilidade nas áreas básicas da vida é vista também no medo de se relacionar. Qualquer menção a algo que deve ser construído com o tempo e alimentado com atenção e cuidado gera desconforto.

Eles querem trabalhar em lugares que reconhecem sua importância, mesmo que não tenham trabalhado para conquistá-la. Querem causar “impacto” e mudanças, mesmo que não tenham a mínima ideia de como e por quê. A verdade é que esta geração foi educada para se sentir importante, “curtida” e apta para conquistar o que quiser, mas esqueceu-se que há um caminho a percorrer para alcançar tal feito. Não adianta culpar o condicionamento social. Apesar de possuir sua porcentagem de culpa, a geração é igualmente responsável por acreditar na invencibilidade energética da juventude. Somos bombardeados com emblemas de cursos escolares, livros e músicas afirmando nossa capacidade de “ter o que desejamos e "basta querer” e assim instituímos a visão imediatista de êxito e glória.

É necessário que os jovens acordem para a vida. A vida nua e crua e vivê-la como realmente é, não como um conto de fadas onde o trabalho é o vilão. O primeiro passo em direção à maturidade é desejá-la. mas é preciso deixar as vontades de lado, já que, para conseguir o emprego dos sonhos, ou um estágio na empresa Google, é necessário estudar de verdade e praticar o conhecimento.

Tenham compromisso. Abraçar papéis e responsabilidades especificas nos fazem perceber que, muitas vezes,fomos ingratos com nossos pais. Sejam humildes. Há uma razão pela qual há uma hierarquia na empresa. Respeite aqueles que estão acima da sua posição empresarial. Adquira Resiliência. Se você nunca falhou, sofreu pressão, ou sentiu o alívio de terminar uma tarefa no prazo, então, você provavelmente não está fazendo nada que exija as formas mais sinceras de maturidade. Por fim, trabalhe duro. O peso real da vida deve ser sentido, afinal, a Geração Millenium precisa crescer.