O barulho da chuva penetrava os fones de ouvido do garoto. O som da água se chocando contra a superfície do ponto de ônibus enquanto ele ouvia A$AP Rocky cantar sobre amor e LSD trazia a ele uma estranha sensação de déjà vu. Alguém que o observasse do outro lado da avenida não seria capaz de dizer se aquela era a primeira ou a milésima vez que o garoto seguia aquele ritual.

Ela andava de um lado para o outro. Olhar preocupado, procurava por um alguém que jamais conheceremos. Nunca era o lugar certo, perguntava aqui, perguntava acolá. “Me falaram que ele estaria internado neste setor” - dizia às enfermeiras. “Desculpe moça, aqui ele não se encontra, há um outro setor de enfermagem do outro lado do hospital” - as enfermeiras respondiam. E assim ela percorreu mais uma vez o corredor, indo para o outro lado do hospital procurar por ele, aquele que deixara lá há pouco tempo ou talvez há meses e por um momento de descuido, ou por ordens médicas, precisou deixar sozinho. 

Fomos convidados a assistir as apresentações das agências experimentais dos alunos da Publicidade e Propaganda. Eles mostraram, no auditório Phoenix da Fumec, seus trabalhos de conclusão de curso. Na manhã do último 17 de setembro, fomos surpreendidos com o que foi mais que uma Presentation. Um verdadeiro espetáculo.

Como seria a vida se vivêssemos em um mundo preto e branco? Sem o céu azul, a grama verde e ipês amarelos enfeitando as ruas... Um mundo sem cores é um mundo doente. Vermelho, laranja, rosa ou roxo, cada cor é responsável por afetar o corpo e a mente de certa forma, criando sensações, como desejo ou perigo, e até mesmo o que acreditamos, já que habitamos lugares feitos de símbolos.