A verdadeira história da vida não é sobre conseguir uma casa bonita, ter um grande amor, filhos, fazer as viagens dos sonhos ou o que for, é sobre tudo o que você faz para chegar até lá. É sobre os caminhos que percorremos, sobre os tombos que levamos e o que tiramos de tudo isso.

A vida é passageira e nossos sonhos também. À medida que vamos crescendo vamos mudando os nossos planos, os sonhos, as fantasias. Tudo muda e interfere naquela famosa pergunta que te fazem lá pros seus 6, 7 anos: o que quer ser quando crescer? 

No momento em que decidi fazer o curso de jornalismo, varias dúvidas passavam pela minha cabeça, algumas incertezas. Porém, uma coisa eu tinha certeza: buscaria me especializar na área do jornalismo esportivo. Esta que é uma área que possibilita atuar em vários campos, quadras, piscinas, pistas, entre outras, nos dá ainda outra possibilidade, de atuar em análises, reportagens, ou cobrindo o dia de um clube. Este é o setorista.

Quando pensei em fazer esta matéria e de imediato recebi apoio de minha professora, busquei contato com um setorista que sigo e admiro o trabalho há algum tempo, na sua cobertura diária do Clube Atlético Mineiro, e que trabalha para a rádio 98 de B.H., Igor Assunção. Foi também necessário obter a autorização do clube para acompanhar um dia de seu trabalho in loco.

Quando chegamos ao Centro de Treinamento “Cidade do Galo” em Vespasiano, às 8h30, Igor me explicou que havia acordado bem cedo, para enviar um boletim para o programa matinal da rádio, encaminhando notícias, entrevistas, ou até mesmo reportagens produzidas no dia anterior do clube. Antes do treinamento, dois jogadores escolhidos com antecedência pela própria assessoria de comunicação do clube dão entrevistas coletivas para os jornalistas, que já devem ter em mente algumas perguntas ou assuntos sobre o clube a serem abordados naquela semana.

Após as entrevistas, o setorista já começa a fazer seu trabalho de divulgação das notícias, pelos canais oficias da rádio - no caso do Igor, ou redes sociais pessoais, nas quais a grande parte dos torcedores atuais seguem as notícias dos clubes. Igor, que possui 230 mil seguidores em sua conta do Twitter, usa esta ferramenta para possibilitar que a informação chegue em tempo real a qualquer um, em qualquer lugar.

Com as entrevistas feitas, os setoristas começam então a buscar informações com suas “fontes” dentro do clube para ter, em “primeira mão”, notícias de negociações, ou até mesmo fatos internos do clube.

Podendo assistir aos treinos, já que muitos são fechados para torcedores e imprensa, para que técnico e jogadores consigam ter privacidade para treinar e praticar jogadas, tentando surpreender os adversários, os setoristas têm o dever de relatar o que acontece em campo, depois dos treinos realizados pela equipe.

Quando sai do centro de treinamento do Atlético MG, Igor vai para a rádio onde faz ao vivo o programa esportivo “98 Futebol Clube” e passa as informações colhidas pela manhã para o público, além de fazer entrevistas no programa com jogadores, componentes da comissão técnica ou ate mesmo da diretoria do clube.

Passado o programa que acaba às 14 horas, Igor volta em busca por notícias e prepara áudios (entradas) para o programa da noite. Se ainda é dia de jogo, ele tem que se preparar para ir ao campo, onde participa ao vivo da transmissão e tem a obrigação de fazer entrevistas de pós jogo com os jogadores quer vão ser aproveitadas para a programação durante a semana da rádio.

Gostaria de agradecer muito a Rádio 98, ao Clube Atlético Mineiro e, principalmente, ao Repórter Igor Assunção, que me ajudaram a compreender um pouco mais sobre a rotina profissional do jornalista setorista.

“Toda gente cabe lá, Palestina, Shangri-lá”
Vilarejo  - Marisa Monte

Parecia tão grande tão infinita que não conseguia ver o seu principio, muito menos o seu fim. A meu ver era sem limites. Não sabia onde começava e aonde ia me levar.

No seu entorno temos Grajaú, Nova Granada, Prado, Nova Suíça e Jardim América. Cercada de prédios e árvores. Aos sábados ela recebe a famosa feirinha, que agrada uns e desagradam outros tantos.

Gente é o que não falta por lá, de todas as idades, jeitos, peso, altura, sexo e classe social, sempre transitando de um lado para o outro. Uns com pressa, outros nem tanto. Lá encontrei Antônio, Cesar, Luiz, Ramon e Nicole.

O comércio é o seu forte. Bar, restaurante, pet shop, academia, floricultura ou faculdade, tenho certeza que se procurar, por lá vai encontrar. Ela é a rua da diversidade, aceita família, homem, mulher, criança e animal.

Mas apesar de tudo, o seu viver é sossegado e quem passar por lá sempre a de voltar.

Assim é ela, Avenida Silva Lobo. Região Oeste de Belo Horizonte. Nasce na Av. Platina e morre no Morro das Pedras.