Informação pode salvar da dengue

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Frente ao alerta de epidemia, muita coisa poderia ser diferente se as pessoas estivessem bem informadas e agindo com prudência em meio à crise de dengue no Brasil. Muitos não cuidam dos lotes vagos ou dos lugares com água parada no próprio quintal. 

 BRASIL UNIDO CONTRA A DENGUE

O número de casos cresceu quase 300% nos quatro primeiros meses de 2019. Dados do Ministério da Saúde mostram o registro de mais de 229.000 ocorrências da doença, que já matou 62 pessoas nos primeiros três meses do ano. No Estado de Minas Gerais, ocorreram 261,2 casos a cada 100 mil habitantes. É um número alarmante de pessoas atingidas pelo mosquito Aedes aegypti. Outros casos também graves de Zika e Chikungunya são identificados. Porém, grande parte das dificuldades que os pacientes enfrentam é fruto de falta de informação e de ação consciente.

Compare os números de 2019 e a epidemia de 2010

 

Em Belo Horizonte - na região do Barreiro e arredores - e principalmente em Betim, os casos se multiplicam por falta de uma ação eficaz das Prefeituras e da população. As pessoas que estão com sintomas da doença deveriam primeiramente ir aos Postos de Saúde, também denominados Centros de Saúde. Esse é o lugar do primeiro e mais rápido atendimento.

Apesar da Prefeitura de BH ter inaugurado um Centro especializado em dengue (CAD), localizado na Praça da Febem no Barreiro, grande número de pessoas escolhe permanece em UPAs localizadas perto de casa, onde o volume de atendimento é elevado e o número de profissionais disponíveis é limitado.

ATENÇÃO!

  • Quando alguém passa um dia esperando atendimento nas UPA´s ou hospitais, precisa ceder o lugar para emergências e urgências. Isso atrasa os atendimentos identificados como casos menos grave.
  • Todos podem cobrar das Prefeituras o recolhimento dos pneus, latas, tanques ou outros objetos largados nos terrenos e quintais, onde a água fica acumulada e o mosquito prolifera.
  • Se os vizinhos se unirem e chamarem a Defesa Civil, a limpeza acontecerá mais rapidamente, eliminando os focos do mosquito Aedes aegypti.

 

Gleydson Nélis (26) é assistente jurídico e trabalha em Betim, junto com vinte outras pessoas, ao lado de um ferro velho. Ele já havia adoecido no ano de 2016 e agora está novamente com dengue. Outros colegas de trabalho também pegaram dengue. Por onde ele passa para chegar ao trabalho, encontra também muitos terrenos sem capina e com entulho.

"Betim está fazendo tudo o que deve ser feito, o que é indicado no combate à dengue. O que está faltando é uma mudança de atitude, de comportamento, por parte da população, que ainda não percebeu a gravidade do momento", afirmou a secretária municipal de Saúde de Betim, Conceição Rezende, em coletiva realizada na sede da Prefeitura.

As enfermeiras Carine Joyce e Juliana Borel se desdobram na tenda instalada na UPA do Barreiro, junto a dois soldados do Exército. Eles trabalham realizando os Testes do Laço, para identificar os suspeitos de dengue que precisam do exame de sangue e tratamento imediato. As profissionais orientam sobre o que é emergência e urgência, e afirmam que, se as pessoas ouvissem as orientações e seguissem as informações e instruções, poderiam retornar mais rapidamente para casa, hidratar-se e, com os medicamentos instruídos, fortalecerem-se, para eliminar a dengue. 

 

Na entrevista a seguir, a enfermeira Carine Joyce esclarece sobre o Teste do Laço que identifica os suspeitos de dengue.

 

Cuide-se, a epidemia avança

Nestas últimas semanas, 156 municípios mineiros apontaram casos elevados da doença. Os dados da Gerência de Vigilância Sanitária e da Defesa Civil mostram que a população se esquece dos cuidados necessários, fazendo com que a epidemia cresça a cada ano.  Metade das mortes confirmadas ocorreram em Belo Horizonte.

Uma ação importante e urgente é a vigilância de cada morador na sua casa, eliminando todos os focos do mosquito, principalmente os lugares com água parada. Devem ser monitoradas também casas e terrenos vizinhos.

 

Os números no primeiro trimestre de 2019 já ultrapassam as notificações no mesmo período da epidemia de 2010

Os dados apresentados foram divulgados pelo Ministério da Saúde. Variações podem ser observadas em função de períodos de levantamento e regiões. A imprecisão dos números decorre de muitos casos não comprovados ou não registrados oficialmente.

Os postos estão abrindo nos finais de semana
 
UPA OESTE
Tendas foram montadas para atendimento alternativo ao número crescente de pacientes que chegam em algumas UPAs


Em casos de dengue, saiba como agir

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte disponibiliza os endereços dos postos de saúde, abertos inclusive nos finais de semana, que disponibilizam o plantão de hidratação. As pessoas que estão passando mal, suspeitas de estarem com dengue, devem ser encaminhadas para avaliação, diagnóstico e tratamento da doença.

A doença pode matar. Um protocolo de atendimento aos pacientes com suspeita de dengue já havia sido publicado e distribuído pela Prefeitura Municipal. Você pode baixar o Protocolo clicando aqui

 


Saiba mais sobre os sintomas da dengue.



 

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