MÃE RELATA EXPERIÊNCIA DE ADOÇÃO TARDIA

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Antes de tomar a decisão de ter um filho é preciso pensar na responsabilidade de educar e cuidar de uma criança, além dos gastos que um pequeno indivíduo traz. Esta decisão pode ser ainda mais difícil quando se pretende tornar-se uma mãe ou pai solteiro, como foi o caso de Maria Lúcia Silva que, aos 31 anos, adotou uma criança.

Maria Lúcia sempre foi uma pessoa que gostava de crianças, porém, nunca fez planos de ter filhos biológicos. O desejo de adotar, que já era presente em sua vida, se tornou ainda maior por conta de seu estado civil. “Quando decidi mesmo pela adoção eu imaginava que poderia ajudar uma criança em uma fase tão necessitada de cuidados e carinho. Fui tola, pois logo percebi que quem estava sendo ajudada era eu”, conta Maria Lúcia.

Geraldo Costa, apelidado carinhosamente por sua mãe de Juninho, tinha sete anos em 1991 quando, infelizmente, perdeu sua mãe biológica e foi aí que a história dele e de Maria Lúcia se cruzaram. Ela conseguiu a guarda provisória dele e, após um ano, entrou, por meio de um advogado, com o pedido de adoção.

Na época, Maria Lúcia acreditava que teria dificuldades para adotar por ser uma mulher solteira, porém, durante o processo, percebeu que os procedimentos realizados foram pautados nas necessidades da criança e que seriam os mesmos no caso de se tratar de um casal. Ela ainda afirma que: “achava que um casal seria mais adequado por estar mais dentro dos padrões sociais, mas de uma forma geral as autoridades vem compreendendo mais as mudanças nos modelos familiares."

Na época, Maria Lúcia morava com sua mãe, que foi quem lhe deu o apoio necessário para seguir com a adoção e com a criação de seu filho, ajudando nos cuidados que ele necessitava e, também, dando a ele amor e carinho. A família levou a adoção com naturalidade e logo os parentes se afeiçoaram ao menino, que sempre foi tratado como membro da família.

No começo, assim que Geraldo foi morar com Lúcia, algumas dificuldades foram enfrentadas. Ela estava aprendendo a ser mãe, a como cuidar de seu filho, como instruí-lo da maneira correta e como se impor como figura de autoridade quando era necessário. Já ele passava pela adaptação a um novo contexto de vida, em uma nova configuração familiar, enquanto ainda sentia a perda repentina de sua mãe biológica. “Enfrentamos algumas dificuldades que eu considero normais no processo, já que, aos poucos, fomos aprendendo com a convivência a sermos uma nova família. É uma construção diária de respeito, solidariedade e grande aprendizado”, conta Maria Lúcia.

 

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