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O bairro Horto, localizado na região leste de Belo Horizonte, é um dos mais tradicionais da cidade e ainda conserva a vida pacata da antiga capital mineira. Com origem ligada à instalação da Colônia Agrícola Américo Werneck, o bairro foi planejado para servir de subúrbio da capital, localizado às margens da Avenida do Contorno. Mas seu crescimento foi obra dos trabalhadores ferroviários, vindos dos quatro cantos do Brasil para trabalhar na construção da Estação do Horto.

Desse momento, surgiu o nome de uma das equipes de futebol da região, o Social Olímpico Ferroviário. O time amador nasceu em 1928, a partir dos momentos de lazer dos trabalhadores da rede ferroviária, que se reuniam aos fins de semana para a tradicional “pelada”. Pelo campo de terra, diversos campeonatos e craques marcaram época. Toninho Cerezo, jogador ídolo do Atlético e craque da Seleção Brasileira de 82, teve seu início no campo da Rua Felipe Camarão. O ex-lateral Pedro Paulo, que defende o Cruzeiro e o lateral Bryan, hoje no Vitória, são outras revelações do clube.

Hoje, o clube conta com equipes infantis e juvenis, apenas até a categoria sub-15. Para Mauro, um dos diretores do Ferroviário, "a prática esportiva no clube é uma maneira de evitar que as crianças e adolescentes do bairro não entrem no mundo das drogas". Ele, que mora ao lado do campo e teve toda sua vida ligada ao clube, conta que hoje é preciso manter as portas fechadas em dias normais. “Se deixarmos o campo aberto, vira ponto de droga. Hoje é difícil ter crianças suficientes para formarem times.” Ao lado do campo, está localizada a estação ferroviária do Horto. Com grande influência na formação do bairro, visto que a população inicial era praticamente formada por trabalhadores e mecânicos da estação, o local é tido como um marco zero da região. Os trens que passavam por ali hoje deram lugar ao metrô que desde 1992 liga a região leste da capital às demais regiões da cidade. Apesar de sua aparência calma, o movimento nos horários de pico é enorme, o que faz da Estação uma das mais movimentadas da capital.

Galpão Cine Horto

O Galpão Cine Horto foi erguido pelo Grupo Galpão, em 1998, e continua oferecendo aos moradores do bairro uma opção de lazer e cultura. O grupo foi fundado em 1982 por vários artistas e tem sua origem no teatro popular e no teatro de rua. Seus principais líderes, Antônia Edson, Eduardo Moreira, Fernando Linares, Teuda Bara e Wanda Fernandes se encontraram depois de uma excursão na Europa e decidiram fundar o grupo. Anos mais tarde, na região do Horto, eles adquiriram o terreno e ergueram o Galpão Cine Horto.

O Galpão conta com vários projetos sociais, como o Projeto Conexão Galpão, que busca colocar jovens e crianças em contato com a arte. Para isso, são oferecidos ingressos para que eles acompanhem espetáculos gratuitos. Nos 35 anos do Grupo, completados em 2017, foi lançado o espetáculo "Os gigantes da montanha", que foi assistido por mais de 50 mil pessoas em todo o Brasil.

Estádio Independência

No entanto, o Horto ficou nacionalmente conhecido pelo gigante de aço localizado na Rua Pitangui. O estádio Independência foi fundado em 1950, para a realização da Copa do Mundo no Brasil. Sua inauguração foi marcada pela vitória da Iugoslávia sobre a Suíça, por 3 a 0. O campo também viu uma das maiores zebras da história das Copas, quando a Seleção Estadunidense venceu por 1 a 0 a Seleção Inglesa, além da grande goleada uruguaio sobre os bolivianos, por 8 a 0.

Após o torneio, o Sete de Setembro herdou o estádio, dando origem ao seu nome popular. Já seu nome oficial é em homenagem ao ex-presidente do clube, Raimundo Sampaio. Após declarar falência em 1997, o clube teve seu conselho deliberativo fundido ao do América Futebol Clube, que se tornou o novo proprietário. Anos mais tarde, o estádio passou por uma grande reforma e foi reinaugurado em 2012, sobre a administração da BWA Arena. O local virou a casa do Atlético, palco de conquistas épicas como a Libertadores de 2013 e a Copa do Brasil de 2014.

Arena Independência
                             Foto: Agência Minas

 

Apesar do grande movimento que o novo Independência traz para o bairro em dias de jogos, César – dono de uma banca de jornal em frente ao estádio - acredita que o espaço traz benefícios para a população. “Em dias de jogos, os moradores podem explorar o comércio. Além disso, as associações do bairro acompanharam o processo de reforma e tudo é conversado com o Estado”. Ele também lembra que o estádio é mais antigo que grande parte dos moradores, o que pede uma adaptação de cada um às “poucas horas que dura esse movimento”.

O Horto é a casa de muitos outros moradores ilustres, de várias outras histórias marcantes e ainda apresenta muitas atrações. Bares, praças, pequenas casas, homens e mulheres com memórias para compartilhar. Tudo isso mostra que o bairro, apesar das transformações urbanas sofridas nas últimas décadas, ainda é um pedaço da antiga Belo Horizonte na grande capital mineira.

Entrevista com personagem

Júlio Cesar Dias tem 68 anos, todos vividos às margens do Estádio Independência, no bairro do Horto. O campo esteve presente em sua vida desde a adolescência. Jogou no Sete de Setembro, antigo time do bairro e proprietário do estádio. Foi treinador da equipe, quando disputava os campeonatos municipais. O lazer também era carro chefe, sendo um dos organizadores do Carnaval da região e das confraternizações realizadas no campo. Hoje, tem mais de 30 anos como dono e vendedor de uma banca de jornal a poucos metros do Independência. Ele coleciona histórias, momentos e sentimentos acerca dessa região de BH, a qual ainda conserva a calmaria dos seus anos de juventude.

CONECTA - O que você sente ao morar aqui? O que vê de diferente?

Júlio César - Sinto-me muito bem, gosto muito de morar aqui. Nasci aqui. O que é diferente em relação a outros barros é que ele é muito bem situado, bem localizado, possui uma estrutura muito boa. Tem um ambiente muito tranquilo, por ser um bairro antigo e ter muitos moradores antigos.

Qual momento mais marcante que você viveu aqui no bairro?

“Agora você me pegou! O lazer aqui é minha grande experiência. O futebol que tínhamos e a música que ainda temos, essas coisas marcam a gente. Desde criança a gente convive com isso aqui no bairro, usei muito esse campo quando era adolescente. Também tem a transformação do bairro. Antes era tudo lote vago, hoje é o maior bairro de Belo Horizonte.”

Como você reagiu ao fim do Sete de Setembro? Ficou mal quando acabou?

“A gente sente. A vida toda nós usamos isso aí. Quando a gente era rapaz, podíamos usar piscina, quadra e jogar bola no estádio. Tinham bailes, o campo ficava aberto à comunidade o dia todo. Os idosos tomavam sol, passeavam com as crianças. Erae continua sendo marcante, de outra forma.”Reparamos que o bairro ainda conserva um pouco de interior, um local pacato dentro da capital. Você acha que isso ainda acontece ou já transformou demais?

“Transformou, o bairro mudou muito. Principalmente quanto à moradia, esse bairro deve ser o que mais constrói prédios em Belo Horizonte. Mas muitas famílias antigas continuam aqui, então conserva ainda um pouco. Essa coisa de todo mundo se conhecer, o pessoal sentar para bater papo, a musicalidade, encontro nos botecos. É por isso que as pessoas que vêm para cá gostam muito daqui, pois conserva essa coisa de interior.”

Além do estádio, o que mais transformou o bairro?

“Melhorias foram feitas, devido ao campo e à quantidade de pessoas que vieram para cá. Precisaram melhorar as ruas, segurança, trânsito, uma série de transformações que Belo Horizonte como um todo passou. Mas é um bairro muito tranquilo, as associações quase não têm demanda para discussão, não falta escola, hospital, etc. O bairro não precisa de quase nada.”

Em dia de jogo, você se sente incomodado morando e trabalhando aqui?

“Não. Vivi minha vida toda perto desse campo, conheço muito bem essa situação. Mesmo porque o futebol dura apenas algumas horas do dia. Depois que limpam, acabou. O pessoal acostumou. Até porque o campo é mais antigo que os moradores.”

E qual é a atual relação dos moradores com o estádio?

“Sempre fazíamos nossas confraternizações nos campos de várzea, já hoje fazemos no Independência. Com essa transformação, pensamos que não iríamos mais usar o estádio, mas pelo contrário. Hoje eles empresam o campo para a gente, uma vez por ano, ficamos das 8 horas da manhã até as 10 horas da noite. Nossa relação com o pessoal do campo é muito boa. Quando começou a obra, fizemos uma comissão para conversar com o Estado sobre os impactos na comunidade. Então, tudo que foi feito, como policiamento, limpeza, fechamento de ruas e comércio foi conversado. Para bonificar os moradores, eles liberaram a exploração comercial no entorno em dias de jogos.”

Para finalizar, entre o bairro de hoje e o da sua juventude, qual é o melhor?

“Ah... quando éramos jovens. Porque você tinha mais lazer no bairro, mais campos de futebol. Tínhamos dificuldades, pois faltava água, calçamento nas ruas. Mas a vida naquela época era melhor, isso qualquer um vai te falar. Claro que essas mudanças foram boas para o bairro, mas para minha vida pessoal, antigamente era melhor.”

Padre sírio ajuda conterrâneos a se reestruturarem na capital mineira

Você é daquele tipo de pessoa que curti e gosta de rock? Por incrível que pareça, Belo Horizonte pode ser um lugar ideal para você. Conhecida como a cidade dos mais variados botecos e bares, BH possui grande diversidade de temas em seus estabelecimentos, inclusive o rock!

Pubs, boates e barbearias são alguns dos ambientes para os fãs do estilo musical. Confira agora uma lista com os principais espaços de Rock’n Roll da capital mineira, com localização, imagens e conteúdo para que você possa escolher a melhor opção e aproveitar uma boa música em Belo Horizonte:

Em dezembro de 2016, o presidente Michel Temer lançou a Medida Provisória MP763/2016, visando a liberação do saque das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantida por Tempo de Serviço), com a promessa de melhorar a economia do país. O FGTS consiste em um depósito mensal, referente a um percentual de 8% do salário do empregado, que o empregador tem a obrigação de depositar em uma conta bancária no nome do empregado que deve ser aberta na Caixa Econômica Federal.

Criado com o objetivo de auxiliar o trabalhador, caso seja demitido por qualquer hipótese de encerramento da relação de emprego, o FGTS não é descontado do salário do empregado, e sim uma obrigação do empregador. Quem tem direito ao FGTS são trabalhadores urbanos e rurais, através do regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), trabalhadores avulsos e empregados domésticos. Não têm direito ao FGTS os trabalhadores individuais ou autônomos, ou seja, pessoas que não possuem vínculo empregatício.

Os valores do FGTS, retidos até dezembro de 2015, foram liberados no mês de março, indo até o mês de junho, conforme a tabela divulgada pelo governo. Ao todo, serão liberados aproximados R$43,6 bilhões, com a promessa de que este valor seja injetado na economia brasileira, conforme anunciou o presidente Temer ainda em dezembro. Até o dia 17 de maio, foram sacados R$24,4 bilhões, mais da metade dos valores inativos. 

No entanto, a Medida Provisória 763 que autorizou os saques das contas inativas do FGTS perderá sua validade no dia 1º de junho, caso não seja votada e aprovada no plenário da Câmara dos Deputados e do Senado. A medida corre o risco de não ser apreciada em razão dos desdobramentos da crise política que atingiu o governo após a delação de executivos do grupo JBS contra o presidente Michel Temer.

Na Câmara, a MP do FGTS está prevista para ser votada a partir de quarta-feira, dia 24, mas a medida chegou a entrar na pauta e saiu de votação nos dias 16 e 17 de maio. Na terça-feira, dia 23, na pauta do plenário da Casa o único projeto é a convalidação de incentivos fiscais concedidos por Estados a empresas sem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a chamada guerra fiscal. No dia seguinte, começa a votação de pelo menos oito medidas provisórias. A MP do FGTS é o quinto item da pauta, que só pode ser revertida por acordo.

Caso a MP não seja votada, os segurados nascidos entre os meses de setembro e dezembro podem perder o direito ao saque dos valores inativos, previstos para os meses de junho e julho. 

Calendário de pagamento:

O calendário de pagamento estipulado pelo governo foi estipulado conforme o mês de nascimento do segurado. A tabela, divulgada pela Caixa, começou no mês de março, e se estende até junho para os nascidos nos meses de outubro, novembro e dezembro.

- Agências da Caixa se adequam para atender clientes

- Sacadores enfrentam problemas

- Especialistas alertam para possível pouco impacto na Economia

 

Mesmo com todos os preparativos prévios realizados, quem quis sacar os valores inativos do FGTS enfrentou problemas. Em todo o Brasil, foram diversos os casos de filas, demora no atendimento, e irregularidades nos lançamentos dos valores dos segurados.

Em diversas cidades, muitas pessoas relataram ter tido problema para sacar os valores. Esse foi o caso da balconista Grace de Oliveira, de São Paulo, em entrevista ao G1: “Faltou uma parte. Eu trabalhava em uma empresa em 2005. Na minha carteira, deu baixa, mas no meu aplicativo [do FGTS] estava como conta ativa, só que eu não trabalho mais lá", contou. Ela diz que foi, então, orientada a voltar à agência com cópias da carteira de trabalho e do RG para resolver a questão.

Além do problemas em relação ao saque por documentação, muitas pessoas relataram falhas na leitura do Cartão Cidadão nos terminais da Caixa Econômica, além da falta de dinheiro suficiente para atender à demanda.

 https://www.youtube.com/watch?v=GS7jn9OWAm4 

Para melhor atender a demanda dos segurados nas datas de saque, mais de 2mil agências da Caixa Econômica Federal tiveram que abrir em horários especiais nas semanas da liberação dos saques. Durante alguns sábados, houveram agências funcionando em horários especiais, de 09h às 15h em sua grande maioria.

 

O primeiro ano de ditadura militar no país tinha passado e os brasileiros não imaginavam que levariam mais de 20 anos para exercerem novamente o direito do voto.

A ONG Artigo19 publicou, no ultimo dia 3 de maio, o Relatório Violações à Liberdade de Expressão – 2017, resultado da observação e análise do cenário de perseguição vivido pelos profissionais de comunicação no Brasil. Jornalistas que subvertem os interesses do topo da estrutura de poder através de denúncias vêm sendo censurados, ameaçados e até mesmo assassinados por conta de suas produções. Tais violações ameaçam o direito à informação de interesse público e cumpre o papel de cercear a liberdade de expressão

 
 
Vânia Martins tem 65 anos e já é aposentada. Mesmo assim, ela dá sua opinião e se mostra completamente contrária à essas medidas. “Algumas pessoas tem que ter na cabeça que a aposentadoria não é nenhum benefício. Os cidadãos pagam muito durante a vida inteirinha deles. É injusto colocar essa situação toda como se a população tivesse que aceitar calada e que já “estão fazendo muito por eles”. É triste estar vivenciando tudo isso, ainda mais eu que já me aposentei, e mesmo assim não foi tão fácil. Não gosto nem de imaginar como seria agora!”
 
Clique nas imagens e escute os depoimentos! 
 
 
 Pedro Silva, 20 anos, estudante de Sistemas de Informação
 Dilvane Vieira, 20 anos, estudante de Fisioterapia
 João Lucas, 23 anos, leiturista da Copasa
 

Nos últimos anos, a modalidade E-Sports, ou Esportes Eletrônicos, cresce muito no Brasil e no mundo. O que era visto apenas como brincadeira e diversão, tornou-se a profissão de muitos jovens.

O curso de Jornalismo da Universidade Fumec lança, em 19 de setembro, novo layout para o portal Conecta. Em 2001, o então "Ponto Eletrônico” foi o primeiro portal de notícias laboratório online de Belo Horizonte.

O lançamento contará com a presença da coordenadora do G1 em BH e ex-aluna da Fumec, Cíntia Paes, que realizará palestra sobre sites noticiosos. André Felipe, Ildefonso Bassani  e Yeda Galvão, da empresa Ideia Fixa, estarão presentes para falar sobre monitoramento de mídia.

Segundo a coordenadora do laboratório de Mídias Digitais, professora Raquel Utsch, "o novo portal organiza as informações de forma convergente e responsiva, a fim de facilitar o acesso e a leitura, destacando a produção dos alunos do curso nas diversas mídias. Abriga um blog que, por sua vez, será um espaço de compartilhamento de experiências profissionais e pessoais e o Observatório das Mídias, projeto de extensão coordenado pela professora Maria Cristina Peixoto. Fica o convite à participação indispensável de todos os alunos e professores, neste momento especial de lançamento do Conecta, em que reafirmamos o portal como espaço multimidiático de aprendizado, experimentação e integração do curso de jornalismo."

O evento no dia 19, começa às  8 horas, na sala 309 do prédio FCH.

 

 

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